Criança é internada na UPA do Pajuçara na zona Norte de Natal com infecção após contato com detergente suspenso pela Anvisa

A menina Maria Clara, de 10 anos, está internada na UPA Pajuçara, na zona Norte de Natal, com quadro de infecção bacteriana generalizada. Em entrevista a mãe da criança, Tatiana Silva, diz que os sintomas começaram na última quarta-feira (6) de maio

Detergente utilizado por Maria Clara segundo a mãe
Foto: Cedida

após ela ter contato com o detergente Ypê com numeração final 1 no lote, segundo relatado pela família. A Secretaria de Saúde de Natal (SMS) afirmou que, até o momento, não há constatação de nenhuma ligação do caso com uso de detergente. A causa da infecção ainda é investigada.

Fotos: cedidas

Na última quinta-feira (7), a Anvisa determinou o recolhimento e suspendeu a comercialização de 24 produtos da Ypê, incluindo lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes, devido ao risco de contaminação por microrganismos

De acordo com a última atualização da família, Maria Clara segue apresentando coceira, inchaço e retorno dos sintomas, mesmo após uso de antibiótico, corticoide e outros medicamentos. Segundo a mãe, a filha conseguiu uma transferência para o Hospital Infantil Varela Santiago, onde passará por uma investigação mais detalhada.

“Ela toma o medicamento, mas volta tudo de novo. Está com coceira, inchada, tomando antibiótico e bastante corticoide, mas não está adiantando. O que eu queria era só uma transferência para saber qual é essa bactéria e essa alergia que ela tem”, concluiu

Após procurar atendimento médico em diversas unidades de saúde, a UPA Pajuçara foi onde Maria Clara conseguiu ficar internada. Depois de realizar os exames, segundo Tatiana, a médica informou que tentaria uma transferência para a criança. No entanto, de acordo com a mãe, a criança segue internada desde segunda-feira (11), sem que a transferência tenha sido realizada.

Ela (a médica) disse que estava muito forte e que íamos tratar para ver se o medicamento combatia. Eu perguntei o que aconteceria se não combatesse, e ela disse que poderia dar infecção generalizada. Aí eu fiquei desesperada afirmou

assunto e chamou atenção para a possibilidade de relação com o produto usado em casa. “Minha nora tinha me avisado: ‘Tatiane, está saindo reportagem sobre isso’. Foi aí que eu já comecei a desconfiar do sabão”, disse

A mãe também afirmou que, em uma das vezes em que Maria Clara passou mal, acionou o Samu. Ao mostrar o detergente à equipe, teria recebido orientação para retirar o produto de dentro de casa. “Quando ela passou mal, eu liguei para o Samu, e eles vieram com urgência. Quando chegaram, eu mostrei o detergente. Um deles disse para eu passar papel filme nele e tirar de dentro de casa”, relatou

Tatiana disse que, ao procurar atendimento novamente, informou à médica que a filha havia tido contato com o produto. Segundo a mãe, a profissional considerou a possibilidade de o quadro estar relacionado ao detergente, mas, até o momento, não há nenhuma confirmação ou evidência que ligue o contato com o detergente a infecção bacteriana

Eu falei para a médica que ela tinha tido contato com o produto. Ela perguntou se eu estava com ele, e eu disse que sim. Ela falou: ‘Pode ser do sabão que tenha contaminado a mão dela, mas vamos tratar’. Depois disse que ela estava com uma bactéria e que passaria um antibiótico”, contou.

Tatiana disse que a médica informou que tentaria uma transferência para Maria Clara. No entanto, segundo a mãe, a criança segue internada desde segunda-feira, sem que a transferência tenha sido realizada.


Fonte: Tribuna do Norte

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