O presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), desembargador Ibanez Monteiro, registrou em janeiro a maior remuneração entre integrantes dos tribunais estaduais do país. Dados disponibilizados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam que o magistrado recebeu R$ 384.954,59 em valores brutos no período
Após descontos aproximados de R$ 30 mil, o montante líquido ficou em R$ 354.558,65. O valor supera em cerca de oito vezes o teto constitucional do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46,3 mil — referência correspondente ao subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o detalhamento do contracheque, o subsídio mensal do presidente do TJ potiguar foi de R$ 41.845,49. A maior parcela do total recebido, no entanto, decorre de verbas classificadas como direitos eventuais, que somaram mais de R$ 320 mil. Também constam valores referentes a direitos pessoais e indenizações.
Em nota oficial, o TJRN afirmou que o subsídio do desembargador respeita o limite constitucional e que os acréscimos pagos em janeiro não possuem caráter permanente.
Segundo o tribunal, os valores correspondem à indenização por férias não usufruídas — incluindo saldo acumulado de 2025 — e a plantões realizados durante o recesso forense. A corte destacou ainda que ocupantes da alta administração frequentemente não conseguem gozar férias regulares em razão das demandas institucionais, o que gera compensações pagas de forma excepcional.
Ibanez Monteiro assumiu a presidência do TJRN em janeiro de 2025, para o biênio 2025-2026. Com quatro décadas de carreira na magistratura, integra o plenário da Corte desde 2013.
O levantamento do CNJ também mostra que o ex-presidente do TJ potiguar, Amílcar Maia, aparece entre as maiores remunerações do mês, ocupando a sexta posição no ranking nacional. Em janeiro, ele recebeu R$ 292.055,41, dos quais cerca de R$ 232 mil foram classificados como direitos eventuais

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